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Sinopse de Um homem à sombra de seu destino

Sinopse de Um homem à sombra de seu destino
    Um homem à sombra de seu destino passa-se nos Sertões de Sergipe e Bahia, e narra à saga de um magnânimo ativista sergipano. Carlos Soares de Menezes, Seu Carlinhos, de Lagoa das Areias. Filho primogênito de uma humilde família de agricultores vivia mudando de ares com freqüência.
   Quando seus pais saíram da Comunidade Augustinho, era ainda garoto, encontrava-se com apenas um triênio de vida. Depois da separação, a sua mãe o enviou para a casa do avô João Menezes. Entre seus 11 para 12 anos, antes de ir para casa da tia Jula. Carlos morou sozinho por um período de seis meses. Passou necessidade. A comida era escassa. Fazia trabalho quando lhe davam em troca de alimentação. Porém nunca obteve coragem para pegar no que é alheio. Chegou a dormir em “Cama de Varas” com coberta de saco, tendo apenas uma roupa impar para vestir.
   Aos doze anos emigrou para a Bahia, foi parar na fazenda caraíba Município de Pedro Alexandre aonde foi legalment…
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Sinopse de Jardim de Árida Poesia

JARDIM DE ÁRIDA POESIA, obra de Marcos Antônio Lima, abarca movimentos infinitos e multi-coloridos do pensamento do poeta, que compõe misturas únicas de nuances e tonalidades em cada verso. Fazer um jardim no árido é tarefa aos mais sensíveis, e é justamente este tom generoso que pinta e dá vida à aquarela poética, com o estilo e propriedade de um autor que alcança a natureza mais profunda das coisas. O traço peculiar nos conduz gradativamente ao âmago criativo do poeta, um doador de sentimentos. Suas poesias cantam sobre corpos, reminiscências, sensações de afetos vividos e imaginados. MARCOS ANTÔNIO LIMA, um conhecedor das cores da alegria da paixão, do júbilo das emoções e da exaltação do amor romântico, realiza um encantamento nos leitores através da emoção e da pulsação vivaz de suas criações. Acesse: http://www.editorakazua.net/…/jardim-de-arida-poesia-de-mar… e adquira já o seu exemplar.

O catador de papelão.

Mauricio Roden era um sujeito de pele alva-maçã, 1,83 metros, 95 quilos, cabelos e barba castanhos e compridos. Olhos cor de jabuticaba verde, e lábios carnudos de sorriso largo. Um tipo descontraído. A sua pele curtida pelo sol fazia contraste com seus músculos bem trabalhado e definido, “talvez por ossos do ofício”. Um homem deveras um tanto despojado, ao mesmo que audaz feito “falcão”. Roden também tinha o habito de ser um excepcional espectador do cotidiano, que a tudo observava com esmero. A sua chegada, juntamente com seu fiel escudeiro Lyon, “um cão da raça Pastor Alemão” a bela ilha de Paulo Afonso, no interior da Bahia, se deu numa tarde nebulosa de meados de agosto de 1983, ao som de Rádio Pirata “Revoluções Por Minutos” que estrugia no cenário do rock nacional.
Nunca se soube ao certo a sua procedência. Uns diziam que era de Santa Catarina, outros afirmavam que ele veio do Paraná, e havia ainda aqueles que dizia ser ele de São Paulo. No entanto, o seu sotaque “arrastado” de…

O amargo do doce

Eu me apaixonei...
Por esse seu poder de metamorfose Que a tudo e a todos transforma Transmutando o insatisfatório em afável O monótono em sentimento álacre E a lágrima em borrifos de amor
Eu me apaixonei...
Pelo reflexo de tua elegância Ao desanelar os cabelos de forma sutil Sentada defronte ao espelho Deixando reluzir a tua face gentil Num flash de exuberância

Eu me apaixonei...
Ao te ver desanexar seus dourados caracóis Deixando-os cair livre pelo busto sensual Voluptuoso e ardente A convidar-me a praticar o amor carnal Sobre o aconchego dos lençóis


Eu me apaixonei...
Não fora apenas por ti Ou pelo teu sorriso largo Ou pelos seus olhos perolados Fora pelo que me transformo Quando estou diante de ti


Eu me apaixonei
Pela jóia rara dos jardins de ária Que um dia tu foste E não por essa bijuteria Sem valor algum Em que tu se transformaste.

A persuasão da fé

A fé, esse sentimento de erupção do espírito, que para uns é menor que um grão de mostarda, e para outros, tem a proporção de uma imensa tempestade de areia no deserto, é também pão para quem tem fome e água para quem tem sede. Esse sentimento incondicional aproxima os seres imperfeitos da personificação da perfeição de Deus.
Quando conheci a história de Maria Santina de Jesus, ou singelamente; Dona Santa. Era ela “ainda” uma jovem e bela mulher, de pele cor de jambo, e lábio de pêssego, no auge dos seus vinte e nove anos. É bem verdade que o árduo trabalho na roça, extraindo das vísceras da terra o subsidio para a sua subsistência e de sua família, davam-na a impressão de mais de trinta e cinco, o que “envelhecia” mais não excluía a sua beleza.
O marido, Zeca vira copo, como era conhecido Joaquim Bezerra, também era agricultor e criador de ovelhas. No entanto, o pouco que ganhava deixava nos botecos do povoado, entornado em copos de cachaça, ou ostentando a luxúria dos bordéis. Quando …

Amizade Infantil

Quando se mora em Povoado rural. Longe da violência iminente dos grandes centros urbanos, “selva de pedra” que nos cerca e sufoca. Ficamos afastados da hipocrisia ambicionista que nos escraviza e devora. A aproximação com a natureza abre vácuos de sensitiva sensibilidade em seu viver. Aguça os sentidos, permitindo ouvir o farfalhar das folhas nas árvores. Ver o voou rasante da andorinha. Sentir a fragrância aromática das flores. Deliciar-se com a sinfonia lírica dos pássaros, o chuá chuá das águas em fúlvida cascata do  riacho chocando-se nas pedras.Tudo isso enaltecem os refolhos do coração. Eu sempre quis morar no campo. Vislumbrar o crepúsculo, apreciar a noite prateada do plenilúnio para escrever, narrar reminiscências de uma amizade pueril da infância de cerol multicor nos laços afetivos do amor.É justamente na infância que se constrói o alicerce para uma vida adulta repleta dos conceitos morais, dito “conservadores”, Educação, Moral e Cívica. Porém explicitamente comprovado em ef…

Folhas de Outono.

Hoje eu necessito falar de mim, já que é hoje, o primeiro dia de outono, a estação mais linda do ano, e o meu coração sangra. Em breve as folhas mudarão de cor e as arvores ficarão diferentes umas das outras. Já quanto ao meu sentimento este não muda. Não há melhor momento que o outono para começar a esquecer as coisas que nos incomodam.
É preciso deixar que se solte de mim, as pétalas dos refolhos coração como folhas secas. Assim como vejo, contra o sol esmaecido, a sombra de folhas das árvores cair, o mesmo está acontecendo, neste exato momento dentro de minha alma.
E vejam vocês que ainda ontem, na noite passada em pleno plenilúnio de carme, sobre os ladrilhos da praça desespero ela me disse adeus. Enquanto agora caminho pelas veredas de minhas reminiscências perece que estou entrando em um túnel que nunca havia atravessado: aquele que leva do cinismo á paixão, da ironia á entrega.
Enquanto isso continua a buscar pela bela princesa que deve existir na mulher amada, como foi dito num…

A Ruiva

Sabe daquelas manhãs ensolaradas e convidativas ao veraneio? Pois bem foi durante uma dessas manhãs que sai com o intuito de resolver problemas do cotidiano. O bem da verdade fui ser acompanhante do meu amigo Antônio, mas conhecido como fura fubá e tio do meu cônjuge.
Quando aquele curiboca matreiro me convidou para degustar daquela cerveja bem gelada, de nada desconfiei, pois aprecio este precioso líquido dos deuses. Ao chegarmos ao local percebi de imediato que não era um ambiente social propriamente dito, havia me conduzido a um bordel, ou seja, ao cabaré, não no sentido denotativo, mas é como se denomina os prostíbulos aqui no nordeste.
O cheiro suave de perfume misturado ao álacre incenso de fumaça de cigarros logo me adentraram as narinas. Foi ali, junto a uma mesa do canto daquele jardim do éden, repleto de maçãs e flores prontas a desabrochar que vislumbrei o semblante da mais linda jovem que os meus castanhos olhos já viram. Ela tinha o olhar quão penetrante quanto o fio de …

A beleza dos olhos

A BELEZA DOS OLHOS

Tem coisas que vejo e acho bela Outras não quão belas assim. Gosto da poética aquarela, Escrita em folhas de cetim.
Degusto estrofes estruturadas, Rabiscadas com versos de nanquins, Nos refolhos sentimentos da amada, A ornamentar a aurora de carmesim.
A minha mão necessita colorir, A beleza que o meu coração pode ver... Mas cabe ao olho sentir, A obra carismática que é você.


Marcos Antônio Lima

A Varanda da Antiga Casa Verde.

A Varanda da Antiga Casa Verde.
Havia numa esquina, defronte ao antigo posto médico, travessa com a rua da ferrugem, vizinha lateral da erosão; uma antiga casa verde com antigos móveis de um antigo dono com antigos hábitos. A varanda da casa verde sempre estivera ali, no mesmo lugar desde os primórdios de sua antiga arquitetura barroca. Telhas antigas vasculhadas a priori com antiga vassoura de palha. Moveis impecavelmente espanados com antigos espanadores colocados em movimento vai e vem pelas mãos da antiga Anastácia. Com o passar dos anos, a antiga casa verde ganhou uma grade de tons azuis, que também ficaram antigas. Ela pode representar proteção, ou as grades de uma antiga prisão. Dentro dela varias plantas de comigo-ninguém-pode, crote, samambaias e antigas trepadeiras. Ao redor algumas antigas cadeiras de madeira, habilmente envernizadas de tom verniz. Sentado nela um antigo senhor e suas historias antigas de colonização e perseverança. Postulada em sua mão direita uma bíblia sa…

Mistério do Leblon

Mistério do Leblon
     Toda a noite de quarta feira Rismênia gostava de sair para veranear na praia. A jovem garçonete do shopping Center só podia usufruir desse deleite em seu dia de folga. Rismênia era loira, de belos e angelicais traços, tinha comportamento meigo e sereno. Gostava de sentir a brisa marítima tocar em sua face, ficava horas e horas sentada a beira mar apreciando as estrelas. Certa vez, enquanto passeava na orla parou para observar uma silhueta masculina que estava a surfar. Estranhando aquele comportamento ficou a observar os movimentos daquele homem. Percebendo que a jovem estava olhando em sua direção, o surfista saltou de sua prancha e veio conversar com ela. Ele era alto, moreno claro, tinha os olhos esverdeados e voz mansa, quase sussurrante. A jovem ficou encantada com aquele belo exemplar do sexo masculino. Aparentava uns trinta e três anos bem conservados. Conversaram bastante, entorno de hora e meia e ele nem sequer disse seu nome, mas tudo bem pensou Rismên…
Trágico Destino
Foi precisamente na cidade luz, situado no interior da fabulosa Bahia de todos os santos e encantos, que fora tecido os fios de algodão do branco destino. Os tecelões confabulavam com as estrelas sobre os primórdios dias de uma brusca fatalidade. O condão, este senhor cheio de peripécias, por muitas vezes nos prega das suas, com Ataíde da Mota Júnior não foi diferente.
Ataíde era um desses caboclos metidos a galanteador, dado muito a festa e namoricos com as ingênuas mocinhas, em especial, as dos povoados circunvizinhos a Paulo Afonso. Assim sendo, era típico encontrá-lo aos finais de semana, no qual Zezinho da Ema iria tocar sua sanfona encantada. Fora durante um desses forrós que o jovem paquerador conheceu a linda Carmelita. Uma jovem de soberba beleza, de olhar agateado, dona das mais sensuais e perigosas curvas, mais perigosas de que as curvas de Santos, os seus lábios carnudos eram convidativos ao beijo.
A beldade morena era um tanto ingênua e sonhadora. Daquelas qu…

Do tártaro para o éden

Do tártaro para o éden
Noite fria de uma quinta feira. Estou eu na sala de minha casa, diante de mim esta a televisão. Gosto de acompanhar os noticiários, em especial o Jornal Nacional. Apesar das noticias não serem das melhores, não se ver outra coisa senão a corrupção, a miséria, a tristeza, o deserto e a solidão do vasto Brasil.
A vida é mesmo triste e complicada. A cada instante surgem novos fatos, novas noticias. Noticiam fraudes, desfalques, desvio de verba, roubalheira do dinheiro publico. Com onírica raridade, de vez enquanto, surge alguma noticia de superação zéfiro que quebra o anemômetro da corrupção.
Numa dessas reportagens excepcionais. Daquelas que realmente vale a pena grudar os olhos na tela, e ouvir aquela narrativa que, mas parece musiquinha de anjos. Ouço a voz acolhedora da realização. O noticiário enfatiza a saga de um jovem goiano denominado Joaquim. Saído do interior de Goiás, que veio para Goiana com o intuito de estudar para progredir na vida.
Quis o condão, que …